sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Influências nefastas do rock satânico (Por Pe. Gabrielle Amorth)



Vários autores católicos já preveniram das consequências nefastas do rock satânico. Recordo especialmente de Piero Montero,Satana e lo stratagemma della coda, Ed. Segno; Corrado Balducci,Adoratori do Satana, Ed. Piemme. Transcrevo alguns traços fundamentais, extraídos da revista Lumiére et Paix, maio-junho 1982, p. 30.

“Existe, nos Estados Unidos – depois, estendeu-se à escala internacional – uma associação chamada WICCA (traduzida, esta sigla significa: Associação dos Bruxos e Conjurados). Os compomentes desta associação são numerosíssimos, possuem três companhias discográficas e cada disco tem por objetivo contribuir para a desmoralização e para a desorganização interior da psicologia dos jovens. Praticam o satanismo e consagram-se à pessoa de Satanás.

Cada um destes discos descreve exatamente os estados de alma que convêm aos discípulos de Satanás e convida as pessoas a celebrarem a sua glória, a sua honra e o seu louvor. Há também um grupo famoso, muito famoso, cujos membros também pertencem a uma seita satânica da região de San Diego, divulgam em muitas de suas músicas – embora não em todas elas – os mesmos princípios, porque são sempre pessoas consagradas ao culto de Satanás.

Outra organização, também muito conhecida, é a de Garry Funkell, que produz o mesmo tipo de música. Estes grupos têm, sobretudo, o objetivo de divulgar os discos que têm por finalidade conduzir os jovens ao satanismo, ou seja, ao culto de Satanás.

Os discos consagrados a Satanás baseiam-se em quatro princípios:

- Primeira coisa: é importante o ritmo, chamado beat, que se desenvolve seguindo os movimentos da relação sexual. Repentinamente, os ouvintes sentem-se envolvidos numa espécie de frenesi. É por esse motivo que se registram muitos casos de histeria, produzidos pela escuta contínua desses discos; é o resultado que se obtém exasperando o instinto sexual por intermédio do beat de que falamos.

- Em segundo lugar, usa-se a intensidade sonora, deliberadamente escolhida de maneira a atingir uma força de sete decibéis acima da tolerância do sistema nervoso. Está tudo muito bem calculado; quando nos sujeitamos a esta música durante algum tempo, logo em seguida, a pessoa passa por um certo tipo de depressão, de rebelião e de agressividade, de tal modo, que se chega a certas atitudes, dizendo sem tomar consciência: “No fundo, eu não fiz nada de mal: só ouvi um pouco de música na balada”. (Assim acreditam, também, muitos pais e educadores, totalmente inexperientes neste campo) Mas trata-se de um método previsto e bem calculado, que visa exasperar o sistema nervoso e, desse modo, leva à obtenção de um resultado bem determinado: levar os ouvintes a um estado de confusão e de desordem, que os impele a buscar formas de realizar o beat, ou seja, o ritmo que ouviram durante a balada; e é assim que se chega, também, a recrutar novos adeptos a iniciar no satanismo. Este é o objeto final dos seus autores.

- O terceiro princípio é transmitir um sinal subliminar. Trata-se de transmitir um sinal elevadíssimo, muito acima da capacidade do ouvido, um sinal supersônico, que atua no inconsciente. É um som importuno, da ordem dos 3.000 quilohertz por segundo, que não é possível captar com os nossos ouvidos, precisamente por ser supersônico; desencadeia no cérebro uma substância, cujo efeito é exatamente idêntico ao da droga, mas uma droga natural, produzida pelo cérebro, depois que aqueles estímulos são recebidos, mas de que não se dá conta. Num determinado momento, a pessoa sente-se estranha… Esta sensação incômoda induz a pessoa a procurar a droga propriamente dita ou a tomar doses maiores, caso já faça uso dela.

- Ainda há um quarto elemento: a consagração ritual de cada disco, no decurso de uma missa negra. De fato, antes de cada disco ser lançado no mercado, é consagrado a Satanás com um ritual particular que é uma forma autêntica demissa negra.

Se já parou para analisar as palavras destas canções (palavras que, por vezes, estão escondidas e apenas são perceptíveis se ouvirmos o disco na rotação contrária - ndr), percebemos que os temas gerais são sempre os mesmos: rebelião contra os pais, contra a sociedade e contra tudo o que existe; libertação de todos os instintos sexuais; a possibilidade de criar um estado anárquico para fazer triunfar o reino de Satanás. Basta tomar, por exemplo, a canção Hair, para encontrar quatro partes dedicadas ao culto de Satanás.

Depois de tudo o que dissemos, quem ousaria negar o perigo das influências do Maligno que conta com tantos cúmplices no caminho da rebelião e do ódio? Lemos no Apocalipse: “E furioso contra a Mulher, o dragão foi fazer guerra contra o resto da sua descendência, isto é, os que observam os mandamentos de Deus e guardam o testemunho de Jesus” (cf. Ap 12,17).

Pe. Gabrielle Amorth, Novos Relatos de Um Exorcista

Fonte: Repórter em Cristo http://reporterdecristo.com

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Temor dos demônios? Veja a resposta de Santa Tereza D'Avila


Contra os medos injustificados do demônio, apresentamos um extrato da vida de Sta. Teresa de Ávila (capítulo 25, 19-22). É uma passagem encorajadora, exceto se formos nós próprios a abrir voluntariamente a porta ao demônio…
Se o Senhor é tão poderoso como eu sei e como eu vejo; se os demônios não passam de escravos, e isso a minha fé não me permite duvidar, que mal me podem eles fazer se eu sou a servidora desse Senhor e Rei? Então porque é que não me hei – de sentir suficientemente forte para enfrentar o inferno inteiro?
Agarrei uma cruz entre as mãos e parecia que Deus me dava a coragem necessária. Em pouco tempo, vi-me de tal modo transformada que já não tinha medo de descer à arena para lutar contra todos eles, e gritei-lhes: ”Venham cá agora que, sendo eu a servidora do Senhor, quero ver o que vocês me podem fazer!”.
E parece que tiveram mesmo medo de mim porque me deixaram tranqüila. Daí para a frente aquela angústia não me voltou a preocupar e já não tive mais medo dos demônios, a ponto de, quando eles me apareciam, como explicarei mais à frente não só já não tinha medo deles mas tinha verdadeiramente a impressão de que eles é que tinham medo de mim.
O Mestre soberano de todas as coisas deu-me sobre eles uma tal soberania que hoje, já não me metem mais medo do que as moscas. São de tal forma covardes que, quando se vêem desprezados, perdem a coragem.
Só atacam frontalmente os que vêem que se lhes rendem facilmente, ou então quando o Senhor permite a fim de que, com as lutas perseguições, os seus servidores ganhem méritos.
Agrada a Sua Majestade, que só tenhamos medo daquilo que convém ter medo, tendo presente que um só pecado venial nos prejudica mais do que o inferno inteiro; essa é que é a verdadeira realidade.
Vocês sabem quando é que os demônios se manifestam e nos devem causar pavor? Quando nos preocupamos com as honras, os prazeres e as riquezas deste mundo.
Ora nós, amando e procurando aquilo que devíamos aborrecer, pomos nas suas mãos as armas com as quais nós poderíamos defender, e incentivamo-lo a combater contra nós próprios, para nossa maior perdição. Dá-me pena pensar nisto porque, bastaria agarrarmo-nos firmemente à cruz e desprezar todas as coisas por amor a Deus, para que Satanás fugisse destas práticas, mais do que nós fugimos da peste.
Amigo da mentira e sendo ele próprio a Mentira, o Maligno nunca se dá bem com aquele que segue o caminho da verdade. Mas se vê que o espírito está obscurecido, faz tudo o que pode para o cegar completamente; quando ele se apercebe que uma pessoa está tão cega a ponto de se contentar com as coisas do mundo, que são tão fúteis e vãs como brincadeiras infantis, convence-se que está a lidar com uma criança, trata-a como tal e diverte-se a atacar e a voltar a atacar.
Queira Deus que eu não seja assim, mas que, apoiada pela graça, repouse quando é ocasião para repousar, honre o que é digno de honra, me alegre com o que é a verdadeira alegria e não ao contrário.
Assim, poderei ser eu a mostrar os cornos a todos os demônios, que fugirão espavoridos. Não compreendo o medo dos que gritam: “demônio! demônio!“ deviam era gritar: “Deus! Deus!” e assim encher o inferno de pavor.
Não sabemos que os demônios não podem nem mover-se sem a permissão de Deus? Então para que é que são os vãos temores? Quanto a mim os indivíduos apavorados pelo diabo fazem-me mais medo que o próprio diabo, pois este não me pode fazer nada enquanto os outros principalmente se trata de maus confessores enchem a alma de inquietação.
Por causa deles passei muitos anos de tormentos e ainda me admiro de ter conseguido suportar. Bendito seja o Senhor que me trouxe a Sua ajuda preciosa.
Fonte: Extraído do Livro “Um Exorcista Conta-nos” – Pe. Gabriele Amorth – Ed. Paulinas.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

São Francisco de Assis




  • Santo dos pobres e humildes, Protetor dos animais
  • Data de comemoração: 4 de Outubro


São Francisco de Assis nasceu na cidade de Assis, na Itália, em 1181. Filho de um rico comerciante de tecidos, Francisco Bernardone, nome de batismo, tirou todos os proveitos de sua condição social vivendo entre os amigos boêmios. Tentou como o pai seguir a carreira de comerciante, mas a tentativa foi em vão. Sonhou então, com as honras militares. Aos vinte anos, alistou-se no exército de Gualtieri de Brienne que combatia pelo papa, mas em Spoleto teve um sonho revelador. Foi convidado a trabalhar para "o Patrão e não para o servo". Suas revelações não parariam por aí. Em Assis, o santo dedicou-se ao serviço de doentes e pobres. Um dia do outono de 1205, enquanto rezava na igrejinha de São Damião, ouviu a imagem de Cristo lhe dizer: "Francisco, restaure minha casa decadente". O chamado ainda pouco claro para São Francisco foi tomado no sentido literal, e o santo vendeu as mercadorias da loja do pai para restaurar a igrejinha. Como resultado, o pai de São Francisco, indignado com o ocorrido, deserdou-o. Com a renúncia definitiva aos bens materiais paternos, São Francisco deu início à sua vida religiosa, "unindo-se à Irmã Pobreza". Fundou a Ordem dos Frades Menores, que em poucos anos se transformou numa das maiores da Cristandade. Fundou, com Clara de Assis, o ramo feminino da mesma Ordem. Para os leigos que viviam no mundo, mas desejavam ser fiéis ao espírito de pobreza e participar das graças e privilégios da espiritualidade franciscana, fundou a Ordem Terceira. A devoção a Deus não se resumiria em sacrifícios, mas também em dores e chagas. Enquanto pregava no Monte Alverne, nos Apeninos, em 1224, apareceram-lhe no corpo as cinco chagas de Cristo, no fenômeno denominado "estigmatização". Os estigmas não só lhe apareceram no corpo, como foram sua grande fonte de fraqueza física e, dois anos após o fenômeno, São Francisco de Assis foi chamado ao Reino dos Céus. O amor de Francisco tem um sentido profundamente universalista. Ninguém como ele irmanou-se tanto com todo o universo: foi irmão do sol, da água, das estrelas, das aves e dos animais. O "Cântico ao Sol", em que proclama seu amor a tudo que existe, é uma das mais lindas páginas da poesia cristã. Canonizado em 1228 por Gregório IX, sua festa é celebrada a 4 de outubro.

Oração de São Francisco de Assis

Senhor, Fazei de mim um instrumento de vossa paz ! Onde houver ódio, que eu leve o amor, Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvida, que eu leve a fé. Onde houver erro, que eu leve a verdade. Onde houver desespero, que eu leve a esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Onde houver trevas, que eu leve a luz ! Ó Mestre, fazei que eu procure mais. Consolar, que ser consolado. Compreender, que ser compreendido. Amar, que ser amado. Pois é dando, que se recebe. Perdoando, que se é perdoado e é morrendo, que se vive para a vida eterna !